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O DOCUMENTÁRIO
Uma Homenagem à memória do genial Grande Otelo.
"Por Onde Andou Moleque Tião" é parte de uma grande pesquisa sobre o icônico ator brasileiro Grande Otelo, uma das primeiras e maiores estrelas negras da história do Cinema.
Sua trajetória artística é tão rica e longa que jamais poderia ser contada em um curta-metragem.
Por isso nos debruçamos sobre um período específico muito interessante:
O arco de superação e consagração que transformou o pequeno Sebastião; que implorou para que sua mãe o doasse a uma trupe itinerante de teatro, em Grande Otelo, um dos mais brilhantes atores brasileiros de todos os tempos.
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OS FATOS
Ascensão de uma estrela:
A história de um menino que desejou, mais do que tudo,
SER ARTISTA.
“POR ONDE ANDOU O MOLEQUE TIÃO” é um DOCUMENTÁRIO DE MÉDIA-METRAGEM, que mistura formatos e linguagens para trazer, para as novas gerações, parte do legado e principalmente da vida de um dos maiores artistas da história da Cultura Brasileira:
o ator Grande Otelo, cujo nome de registro era SebasTIÃO Bernardes de Souza Prata.
Conhecido pelas gerações acima de 60 anos como um dos maiores ícones do Cinema Brasileiro entre as décadas de 1940 e 1980, a ator caiu no esquecimento das últimas gerações, embora sua trajetória represente uma fantástica história de tenacidade, paixão pela arte e desafio aos preconceitos raciais.
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A IDEIA
Racismo estrutural, apagamento cultural e uma incrível história de amor à arte.
Grande Otelo foi parte integrante de um movimento de forja de uma identidade nacional festiva e cheia de belezas, que brilhava aos olhos do mundo.
Foi chamado de "o maior ator do hemisfério sul" por ninguém menos que o genial Orson Welles em seu auge, parceiro de projeto e de noitadas durante a lendária produção do documentário inacabado “It’s All True”, cancelado após a morte de um figurante. Carmen Miranda, maior ícone cultural brasileiro da época, tentou levá-lo com ela para os Estados Unidos, onde ela realizaou uma carreira extremamente popular e vitoriosa.
Grande Otelo, era um pontinho negro em uma imensa engrenagem tocada exclusivamente por brancos ricos.
Sua história tem muita diversão e superação, mas tomando a devida distância histórica, muitas injustiças também.
Ela já foi adaptada para o cinema uma vez, com o próprio Otelo, em 1943, quando executivos e investidores inauguraram o Estúdio Atlântida Cinematográfica e escolheram, como primeiro filme a ser produzido, “MOLEQUE TIÃO”.
Na época a Atlântida, mais bem sucedida fábrica de filmes de nossa história, filmou seus primeiros takes (dirigidos por José Carlos Burle) sob o olhar de convidados como John Ford, maior diretor da história dos “westerns”, e do diretor de fotografia Greg Toland, de Cidadão Kane, gerando enorme expectativa.
Mas, como tantas joias da nossa arte e cultura, o filme “Moleque Tião” não resistiu ao descaso e ao fogo que, décadas depois, supostamente consumiu todas as suas cópias do filme.
Contar sua história e interpretar passagens da juventude de Otelo que demonstram sua inabalável fé na arte é o que move este projeto.
